eels: novocaine for the soul, visualpanic, CC-BY

Na 7ª Edição da Think Visibility, conferência que aconteceu em Leeds no começo deste mês, Barry Adams, da Pierce Communications, fez uma palestra muito bacana sobre SEO para Ecommerce.

O material, em inglês, está no SlideShare para consulta (caso você entenda a língua). E a gente, aqui no PagSeguro, tratou de traduzir e organizar a história para facilitar o trabalho de todo mundo.

1. Vá onde o dinheiro está

Identifique as palavras-chave que dão mais retorno financeiro e concentre nelas os seus esforços de SEO.

Encoraje buscas por marca (aquele marketing “antigo” que focava na marca e não em palavras, lembram?) – as palavras-chave de marcas tendem a converter melhor…

2. Você conhece os pontos fortes do seu site?

Saiba quais páginas estão (surpreendentemente) bem colocadas através do Google Analytics e do Searchmetrics. Estes produtos podem ter preços maiores e/ou ser destaques (as pessoas confiam em quem está bem colocado – isso dá confiança)

3. Atenção à sua busca interna

  • Ela é uma ótima fonte de palavras-chave
  • Ela também lhe mostra as oportunidades de promoção.
  • Acompanhe cada detalhe da busca através do Google Analytics.

4. A chave é a estrutura do site

5. As imagens dos produtos

  • Tenha diversas imagens em alta resolução para cada produto. Nunca esconda as suas imagens em códigos JS (javascript), tenha certeza de que os robôs de busca podem encontra-las. Aperfeiçoe o atributo “alt” (dê nome às imagens). Nós já falamos só disso aqui no Blog neste artigo.
  • Pulo do gato: Faça um filtro na sua ferramenta de métricas para medir o tráfego das imagens e descubra o que está funcionando.

6. Navegação facetada

  • É um jeito de criar uma navegação fácil e intuitiva para grandes sites, com grande diversidade de produtos.
  • Lembre-se de usar as categorias de forma adequada: use palavras chave e marcas, tamanhos de tela e outras qualidades como filtros.
  • Filtre ou bloqueie os atributos que não somam valor semântico, como preço.
  • Cuidado: a navegação facetada pode gerar conteúdo duplicado

7. Conteúdo para e-commerce

  • Não use as descrições enviadas pela fábrica (aqui, 99% do e-commerce brasileiro falha):
  • Escreva descrições únicas e tão boas quanto possíveis de cada produto.
  • Se o seu fornecedor não consegue entregar descrições boas, edite o texto.
  • Use a cauda longa e incorpore palavras-chave que o fabricante pode não usar, mas que os consumidores buscam. Exemplo: fabricante “Rímel double twist” consumidora: “rímel alongar cílios”

8. Busque a conversão

  • Ofereça frete grátis para compras acima de um determinado valor – e mostre isso no carrinho!!!
  • Informação sobre a entrega: se o consumidor tem que procurar por ela, você perdeu a venda.
  • Ofertas, descontos, promoções: use o tempo a seu favor e crie promoções válidas por tempo limitado.

9. Produtos não disponíveis

  • Se a situação for temporária, deixe a página no ar com alternativas disponíveis ou recomendadas
  • Não estará mais em seu estoque? Faça como acima (página no ar e alternativas) e depois de um período, faça o redirecionamento 301 para o produto que o substituiu ou a categoria do produto.

10. Produtos que saem de linha

  • Acompanhe os produtos que os fabricantes vão descontinuar.
  • Se você tiver estoque dele, busque grupos, fóruns e blogs sobre o produto/marca e avise que você ainda tem este produto em estoque.
  • Existe, sim, a possibilidade de subir o preço, já que o produto não pode ser encontrado no mercado.

11. Evite conteúdo duplicado

[Se você for leigo em código, pule para o próximo item. Conteúdo codificado à frente.]

  • A prevenção é o melhor remédio, mas nem sempre é fácil.
  • Cuide do seu index: rel=canonical, “noindex, follow” para as metatags de robôs
  • Faça o mapa do site em XML – para sites grandes, o ideal é construir mapas por categoria e combiná-los num só arquivo .gz

12. Linkbuilding para e-commerce

  • Sorteios, prêmios e resenhas em blogs – ofereça o produto para que eles façam a promoção.
  • Convide os blogueiros para prêmios, conferências e lançamentos
  • Botões de compartilhamento em redes sociais devem estar em todas as páginas de produto, na página de confirmação da compra (pessoas gostam de contar que compraram um objeto de desejo) e nas resenhas de produtos.
  • Ofereça descontos para quem está logado no Facebook – use para aumentar os “curtir” e compartilhamentos de sua página. (Dica do Techcrunch)
  • Conteúdo especial produzido por sites ou blogs convidados (faça valer a pena e não seja ganancioso)
  • Releases – devem ser realmente relevantes ou não funcionam.
  • Produza conteúdo interessante para o mercado – artigos de marketing, sobre setores, dados de redes sociais são interessantes (principalmente os infográficos) e podem gerar links para o seu site.
  • Tente conseguir links para as páginas de categorias. As vantagens? Você não vai depender de um produto específico; a relevância da categoria influencia o ranking dos produtos. Isso só vale se você fez a otimização direitinho (Arquitetura de Informação, lembra?)

Via: SlideShare, foto: visualpanic, CC-BY